Verdade ou mito: fatores genéticos influenciam a obesidade?

Verdade ou mito: fatores genéticos influenciam a obesidade?

Verdade ou mito: fatores genéticos influenciam a obesidade?

Muita gente passa anos controlando a dieta e indo à academia sem ver qualquer resultado na balança. Além de se sentir frustrado com o excesso de peso apesar do esforço, é nesse momento que o indivíduo começa a questionar se outros fatores, como a genética, também afetam o formato dos nossos corpos.

Mas afinal, qual a influência genética na obesidade? É verdade que filhos de obesos também serão obesos? Tem como perder peso apesar desses fatores?

Para descobrir a resposta a todas essas perguntas é só continuar lendo o nosso post!

O que é obesidade?

A obesidade é um distúrbio endócrino-metabólico no qual há um acúmulo excessivo de gordura corporal, principalmente no tecido subcutâneo. Como a gordura provoca um aumento no peso, a obesidade geralmente é diagnosticada por meio do índice de massa corporal (IMC), que é calculado pela divisão do peso (em quilogramas) pelo quadrado da altura (em metros). Resultados acima de 30 indicariam que a pessoa é obesa.

O que causa a obesidade?

Basicamente, a obesidade é causada por um desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia do organismo, o que faz com que as calorias extras sejam convertidas em gordura e acumuladas no tecido adiposo.

Mas, na realidade, o processo é bem mais complexo do que isso e fatores genéticos, sociais, culturais, fisiológicos, metabólicos e ambientais influenciam em como o corpo absorverá e gastará energia. Consequentemente, controlando o ganho e a perda de peso.

Qual a influência genética na obesidade?

No meio do século passado, um cientista norte-americano criou a teoria de que a propensão genética ao ganho de peso tinha sido selecionada devido aos séculos de escassez alimentar que nossa espécie sofreu. Nessa época pré-histórica, quem conseguisse acumular mais gordura seria capaz de sobreviver aos períodos de fome e procriar, repassando os genes que favoreciam esse acúmulo de peso. Se você tem familiares que ganham muito peso, perdem e voltam a engordar é provável que o seu patrimônio genético contenha , realmente, uma propensão a engordar.

Atualmente, com a grande disponibilidade de alimentos calóricos, no entanto, essa habilidade do organismo de alguns indivíduos se tornou um gatilho para a obesidade e por isso o problema tem se tornado muito comum.

Desde então, centenas de genes já foram associados diretamente à obesidade. Algumas doenças que estão relacionadas com o excesso de peso — como o hiperinsulinismo — ou com a compulsão alimentar — a ansiedade e a depressão — também tiveram sua origem genética confirmadas.

Como esses genes atuam sobre o peso?

Os genes ligados à obesidade alterariam o funcionamento das células e fariam com que elas sobrevivessem com menos energia e acumulassem o máximo de gordura possível, economizando mesmo na hora da atividade física.

Além disso, esses genes também poderiam aumentar o apetite do indivíduo para que ele se alimentasse em excesso durante as refeições, inibindo a sensação de saciedade. Podem influenciar até o paladar fazendo com que gostemos mais de pratos mais calóricos.

O que tudo isso significa para quem quer perder peso?

Isso significa que se você tem os genes de obesidade, mesmo que você consuma a mesma quantidade de calorias e pratique as mesmas atividades físicas que alguém que não possui esses genes, você irá perder peso de forma bem mais lenta, por estar lutando contra o funcionamento do seu corpo. É por isso que filhos de pessoas obesas também costumam ter problemas para controlar a balança. Importante lembrar que os pais nos passam alem da genética os comportamentos que influenciam nos hábitos alimentares e da atividade física.

É possível perder peso mesmo se eu tiver uma genética para obesidade?

Sim, mas para que isso ocorra é necessário ir além da receita básica de comer alimentos menos calóricos e praticar mais exercícios físicos. Você precisa buscar outros tratamentos para a obesidade.

O ideal é contar com a ajuda de uma equipe que inclua o médico endocrinologista e a nutricionista para diagnosticar qualquer patologia e prescrever medicamentos e dietas que reduzam o apetite ou aumentem o gasto calórico do organismo, favorecendo o emagrecimento.

Ainda tem dúvida sobre a influência da genética na obesidade? Deixe um comentário para nós!

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