Por trás do reganho de peso após a cirurgia bariátrica

Por trás do reganho de peso após a cirurgia bariátrica

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A obesidade é uma doença crônica e muito comum na atualidade.

Além de ser fator de risco para várias outras doenças, como a diabetes e a hipertensão arterial, ela afeta o paciente fisicamente e psicologicamente. Mesmo existindo vários tratamentos modernos para combater esse mal, a cirurgia bariátrica ainda é uma das opções existentes. Mas o que está por trás do reganho de peso após a cirurgia bariátrica?

Também conhecida como cirurgia de redução do estômago, a cirurgia bariátrica consiste na retirada ou grampeamento de uma parte do órgão para que haja menor produção de grelina, hormônio que gera a sensação de fome. Além disso, na maior parte das vezes também é retirado parte do intestino responsável pela absorção de nutrientes.

Apesar dos benefícios da cirurgia bariátrica, existem mecanismos que induzem o reganho após o procedimento. Assim, se você é candidato a paciente, é importante conhecê-los e se preparar. Saiba o que está por trás do reganho de peso após a cirurgia bariátrica. Boa leitura!

Quais são as causas do reganho de peso após a cirurgia?

Problemas psicológicos

A obesidade é uma doença do cérebro e muitas vezes operar o estomago faz pouca diferença.

A ansiedade e a depressão são problemas psicológicos muito comuns em pessoas obesas. A ansiedade é uma doença que pode provocar alterações na produção dos hormônios que regulam o metabolismo, e que diminui o entusiasmo por um estilo de vida mais saudável. Além disso, pode causar episódios de compulsão alimentar, caracterizada por grande ingestão de alimentos provocados pela ansiedade e depressão.

Assim, se o paciente sofre com episódios de ansiedade, ele não é um bom candidato para a cirurgia bariátrica. É preciso tratar primeiro a causa do ganho de peso na pessoa, a fim de prevenir um reganho após a cirurgia.

Transtornos alimentares

Disfunção alimentar, ou transtorno, é o nome dado a comportamentos alimentares que causam prejuízo a saúde do indivíduo. Entre os que levam à obesidade, o transtorno compulsivo é o mais conhecido. Ele é caracterizado por episódios em que a pessoa come muito rápido e em grande quantidade, mesmo sem estar com fome e até se sentir desconfortável fisicamente.

A causa pode ser neurológica ou psicológica . É exacerbado pelo desgosto pela imagem corporal. O paciente fica insatisfeito com sua imagem e tenta emagrecer de forma brusca,  aderindo a dietas muito restritivas. Esse tipo de comportamento deixa a pessoa deprimida e aumenta o desejo pelos alimentos que ela não poderia comer, causando episódios de compulsão.

Dessa forma, é importante diagnosticar e tratar os transtornos compulsivos antes de se indicar a cirurgia. Do contrário, é provável que o paciente continue tendo episódios, mesmo após a perda de peso causada pela cirurgia, e volte a engordar.

Método de cirurgia escolhido

Alguns especialistas afirmam que o tipo de cirurgia escolhido influencia o reganho de peso a médio e longo prazo. As operações mais disabsortivas, como o switch duodenal e derivação bileo pancreática e a Scopinaro, são as que tem menor incidência de reganho de peso, apesar de acarretarem problemas nutricionais no futuro.

Já o bypass gástrico, ou derivação gastro jejunal em Y de Roux, possui melhores resultados no controle de doenças nutricionais e também a perda ponderal, seguida da gastrectomia vertical.

Portanto, é extremamente importante que o médico avalia os riscos e benefícios de cada tipo de cirurgia para cada paciente.

É essencial que o paciente trate se com uma nutricionista ou nutrólogo , antes e após a cirurgia bariátrica. A reeducação alimentar e a monitorização médica são essenciais para um resultado satisfatório. Seja nosso amigo no Facebook e fique por dentro de matérias como essa!

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